Nova lei para fraudes na internet pode favorecer banco
O projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) já foi alvo de muitos debates, mas o que ainda não havia lido sobre o assunto foi o que motivou a proposição de tal lei, já aprovada pelo Senado e tramitando agora na Câmara. Pela reportagem da Folha, você saberá um pouco da motivação de tal projeto:
A Scopus, que cuida da infra-estrutura de “internet banking” do Bradesco, incluindo a certificação, seria uma das beneficiadas. Nas eleições de 2002, a empresa –que pertence ao Bradesco– doou R$ 150 mil à campanha de Azeredo. O senador nega qualquer favorecimento aos bancos na nova lei (leia texto à pág. B12).
Continuando a matéria:
Oficialmente, a Febraban não comenta o assunto. Entre os congressistas, é consenso que a instituição foi a mais ativa nas discussões. Os bancos pagam por ano cerca de R$ 500 milhões às vítimas de fraudes na rede, clonagem de cartões e golpes em caixas automáticos.
Hoje eles acabam pagando a conta porque, pelo código de defesa do consumidor, o cliente não é obrigado a provar que sofreu um golpe. Esse papel é dos bancos. Para eles, é mais barato ressarcir o correntista do que investigar a fraude.
Agora é só uma questão de tempo até sua aprovação, porque quando estam trabalhando pelos interesses do povo, todo projeto anda rápido!

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