Quanto vale ou é por quilo?
Nesses poucos dias que fiquei fora muita coisa mudou, além da notícia de fusão do Subarino com as Americanas.com, uma notícia que me chamou a atenção: a criação de uma CPI para investigar as ONGs. A credibilidade de muitas delas anda em debate, em virtude da grande explosão em 1180% desde 2002 e da maioria sobreviver com repasses de verbas da união, o que soma de 2001 a 2006 14 bihões.
“A idéia da CPI começou com o caso da ONG Sociedade dos Amigos de Plutão. O jornalista Carlos Chagas publicou em sua coluna do Brasília em Dia a existência de uma entidade defensora do planeta extinto que recebia verba do governo. Segundo ele, o presidente da ONG era petista e amigo íntimo do presidente Lula. Ao tomar conhecimento dessa história, Heráclito Fortes fez discurso no plenário incentivando a CPI. Porém, a instituição era apenas uma metáfora utilizada por Chagas, conforme foi mostrado pelo Contas Abertas no dia 7 de outubro. ” (CA)
Achei então oportuna a sugestão de um filme relacionado ao tema, que gostei bastante e mostra a verdadeira intenção de várias dessas instituições “Quanto vale ou é por quilo?”.
Quanto vale ou é por quilo? Aponta a câmera para a falência das instituições no país, fazendo uma contundente analogia entre o antigo comércio de escravos e a exploração da miséria pelo marketing social: a solidariedade de fachada. O que vale são os lucros: sociais, políticos e, principalmente, econômicos.
O filme foi inspirado no livro Pai contra Mãe de Machado de Assis e desenha um painel de duas épocas aparentemente distintas, mas, no fundo, semelhantes na manutenção de um perversa dinânimca sócio-econômica, embalada pela corrrupção impune, pela violência e pela apartação social.

Século XVIII - a escravidão explícita. O comércio de escravos em expansão - do varejo ao atacado; as relações comerciais entre Casa Grande e Senzala.
Tempos Atuais - a exclusão social e seu sinônimo velado. A miséria é o combustível de um novo comércio de atacado. Com o nome oficial de Terceiro Setor, esse mercado - composto por empresas (ou ONGs, como são chamadas) - tenta preencher a ausência do Estado em atividades assistenciais, transformando as pautas sociais em verdadeiras feiras de negócios. Como em todo ramo empresarial, há corrupção. Neste o dinheiro é público e o produto é gente.
Se você ainda não viu corra, está perdendo um grande filme!
O trailer você vê aqui.


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Ficará semelhante a este: Quanto vale ou é por quilo?





maio 3rd, 2008 at 10:53 am
Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.
novembro 27th, 2006 at 2:13 pm
Saudações
Bem, não assisti ao filme, mas irei.
Quanto às ONGS, relamente algo deve ser feito. Virou “negócio” ter uma ONG. O fato é que enquanto grande parte vive das bolsas esmolas da vida, a miséria galopa incessantemente. Na verdade, é isso que o Governo (qualquer um) deseja: o aumento do numero de miseráveis. Burros são mais fáceis de controlar e manipular.
Ademais, não adianta nada “dar o peixe”, o negócio é “ensinar a pescar”. Algum governo se habilita?!
Abraços
novembro 27th, 2006 at 7:30 am
Petrobras
A Estatal fechou 228 milhões de reais em convênios sem licitações. Além disso, 31 milhões foram para ONG’s petistas.
Revista Veja
Coluna: Sobe e Desce
29 Novembro de 2006
Pag. 47
novembro 26th, 2006 at 4:30 pm
Essa velha é muuuuito esquisita!! ahuahauauahua
http://www.cinemaemcena.com.br/falandoserie/blog.asp