Casais copulando na lua, numa caverna ou no fundo do mar – é o que mostram os cartazes da Secretaria Federal de Saúde e da organização Aids-Hilfe da Suíça, que advertem sobre o risco de fazer sexo sem camisinha.

Originalidade ou obscenidade?
Ainda que considere compreensível a intenção dos mentores de fazer uma campanha apelativa e eficiente, o jurista Sigmund Pugatsch, de Zurique, classifica os cartazes como “obscenos” e “juridicamente melindrosos”.
“Isso são representações que transgridem claramente os limites da moral e da ética, bem como do direito publicitário”, diz Pugatsch. Ele prevê que haverá reclamações e até medidas judiciais contra a campanha.
Thomas Lyssy, da organização Aids-Hilfe Suíça, tem um opinião bem diferente. “As campanhas precisam ser originais para que chamem a atenção e atinjam seu objetivo”, argumenta.
A campanha pública anti-Aids, que existe na Suíça desde 1985, é conhecida por causar polêmica. Em 2006, por exemplo, mostrou atletas de esgrima e jogadores de hóquei no gelo totalmente nus.
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