Quando o sucesso incomoda
“Utilize googlear somente quando fizer uma pesquisa no Google, não utilize esse termo em outros mecanismos de busca”, é o que recomenda o corpo jurídico da empresa, no blog oficial.
Embora não seja muito utilizado por aqui, lá fora é um termo muito difundindo, já tendo até registro no dicionário Oxford:
:: ‘to google’: utilizar o buscador de Internet (especialmente Google), e também buscar informação pessoal sobre alguém no Google.
Acontece que tal fato levaria à generificação da marca , como ocorreu com a aspirina, zíper e até elevador, onde acabaram se convertendo em domínio público, pois em virtude da grande utilização, passam a confundir com uma descrição funcional ou característica de um produto, outros exemplos são a xerox e a gilette.
Lembrando do “elevador“, a palavra se tornou uma propriedade da Otis em 1910 quando a companhia comprou a marca e a patente. Permaneceu até 1950 quando o U.S. Patent Office determinou que elevador (com e minúsculo) era uma palavra que descrevia um termo comum e a partir daí, não se tinha mais direito sobre ela. (Human Interest)
Como o Google sabe que o perigo é real, já colocou um manual de boas maneiras para utilização do nome no blog e desde agosto já enviou cartas aos editores de grandes revistas para alertá-los sobre a maneira correta de referenciarem ao termo.
Assim como a aspirina foi um dia da Bayer, o Google teme que um dia sua marca seja algo comum que não a identifique, mas sim, descreva um função comum de qualquer sistema de busca.
Na verdade, o Google teme ser vítima do seu próprio sucesso.

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