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Google encara protestos e justifica posição na China

janeiro 26th, 2006 Postado em artigo

O Google anunciou que vai bloquear termos políticos ’sensíveis’ em seu novo site de buscas na China, e que não oferecerá correio eletrônico, messenger e serviço de publicação de blogs naquele mercado. Por conta do anúncio, e da aparente ‘rendição’ à censura chinesa, a companhia enfrentou um protesto de usuários em frente a sua sede em Mountain View, na Califórnia. Dezenas de pessoas da organização Students for a Free Tibet mostraram cartazes sobre a situação dos direitos humanos na China e pediam ao Google, parafraseando o lema da corporação: ‘Google, não faça o mal’.

‘Não pensei que chegaria a essa conclusão, mas acho que mais informação é melhor, mesmo que não seja tão completa quanto a gente gostaria’, disse Serge Brin, um dos fundadores do Google, em uma entrevista à Reuters. O Google, que tem o lema ‘We do no evil’ (não fazemos o mal), havia recusado anteriormente cumprir as demandas da censura na China, as regras que devem ser selinkas por quem quiser operar no país.
‘Sei que muita gente está chateada com a nossa decisão, mas é algo que vimos discutindo há muitos anos’, afirmou Brin num intervalo das conferências do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.
Por enquanto, o Google oferecerá quatro de seus principais serviços na China: busca de imagens e sites da Internet, Google News e busca local. As concessões assumidas pela companhia são semelhantes a algumas das autocensuras já praticadas no país por rivais como Yahoo e Microsoft.
‘Não há dúvidas. Google diria que vai à China para ganhar dinheiro, não para levar democracia’, disse John Palfrey, autor de um estudo sobre a censura chinesa na Internet e professor na Harvard Law School. ‘O problema prático é que nos últimos dois anos o Google foi censurado na China, não por nós, mas pelo governo por meio do ‘grande filtro”, disse Brin. ‘Não é algo que me agrade, mas creio que é uma decisão razoável’, explicou.
Em circunstâncias políticas diferentes, Google já informou aos usuários de seus serviços de busca alemão e francês que bloqueou o acesso a materiais como sites nazistas proibidos na Europa. ‘A França e a Alemanha censuram sites nazistas, e os Estados Unidos quer censura baseado nos direitos autorais. Estes países também têm leis sobre pornografia infantil’, completou Brin.
Atualmente, nos Estados Unidos, o Google está enfrentando o Departamento de Justiça. O governo quer acesso a dados detalhados sobre as buscas efetuadas no Google - que se recusa a entregar tais dados ao governo por acreditar na proteção à privacidade de seus usuários.
Fonte: Terra

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