novembro 24th, 2006 | |
Posted in Diversão
Nesses poucos dias que fiquei fora muita coisa mudou, além da notícia de fusão do Subarino com as Americanas.com, uma notícia que me chamou a atenção: a criação de uma CPI para investigar as ONGs. A credibilidade de muitas delas anda em debate, em virtude da grande explosão em 1180% desde 2002 e da maioria sobreviver com repasses de verbas da união, o que soma de 2001 a 2006 14 bihões.
“A idéia da CPI começou com o caso da ONG Sociedade dos Amigos de Plutão. O jornalista Carlos Chagas publicou em sua coluna do Brasília em Dia a existência de uma entidade defensora do planeta extinto que recebia verba do governo. Segundo ele, o presidente da ONG era petista e amigo íntimo do presidente Lula. Ao tomar conhecimento dessa história, Heráclito Fortes fez discurso no plenário incentivando a CPI. Porém, a instituição era apenas uma metáfora utilizada por Chagas, conforme foi mostrado pelo Contas Abertas no dia 7 de outubro. ” (CA)
Achei então oportuna a sugestão de um filme relacionado ao tema, que gostei bastante e mostra a verdadeira intenção de várias dessas instituições “Quanto vale ou é por quilo?”.
Quanto vale ou é por quilo? Aponta a câmera para a falência das instituições no país, fazendo uma contundente analogia entre o antigo comércio de escravos e a exploração da miséria pelo marketing social: a solidariedade de fachada. O que vale são os lucros: sociais, políticos e, principalmente, econômicos.
O filme foi inspirado no livro Pai contra Mãe de Machado de Assis e desenha um painel de duas épocas aparentemente distintas, mas, no fundo, semelhantes na manutenção de um perversa dinânimca sócio-econômica, embalada pela corrrupção impune, pela violência e pela apartação social.
Século XVIII - a escravidão explícita. O comércio de escravos em expansão - do varejo ao atacado; as relações comerciais entre Casa Grande e Senzala.
Tempos Atuais - a exclusão social e seu sinônimo velado. A miséria é o combustível de um novo comércio de atacado. Com o nome oficial de Terceiro Setor, esse mercado - composto por empresas (ou ONGs, como são chamadas) - tenta preencher a ausência do Estado em atividades assistenciais, transformando as pautas sociais em verdadeiras feiras de negócios. Como em todo ramo empresarial, há corrupção. Neste o dinheiro é público e o produto é gente.
“A bondade é o melhor status que o ser humano pode comprar“
Se você ainda não viu corra, está perdendo um grande filme!
O trailer você vê aqui.